A tendência de reativação das vendas é transversal a todas as regiões. Na Área Metropolitana de Lisboa as vendas aumentaram 7,0% para 11.790 transações, invertendo a quebra de 8,4%, ao passo que na Área Metropolitana do Porto, se registaram 6.500 transações, mais 7,9% face ao trimestre anterior, que havia registado uma descida de 10,3% No Algarve, a recuperação foi de 6,3% para 2.875 fogos vendidos, especialmente assinalável depois de uma contração de 16,6% observada no 1º trimestre.
“A recuperação acompanha o sentimento captado pelo mais recente inquérito aos operadores de mercados – o Portuguese Housing Market Survey -, que já apontava um ponto de viragem no mercado após um período de enfraquecimento da atividade. No 2º trimestre as taxas Euribor estancaram a trajetória de subida e o conflito no Golfo Pérsico passou por uma fase de acalmia, levando o mercado a reforçar os índices de confiança, levando à recuperação dos indicadores de procura”, explica Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário.
Ao mesmo tempo, os preços de venda da habitação seguem a trajetória de forte crescimento e sinalizam mesmo uma ligeira recuperação no ritmo de subida. O Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário revela uma variação trimestral de 3,5% no 2º trimestre, mais 0,3 pontos percentuais que o indicador registado no 1º trimestre (3,2%). Recorde-se que, apesar de se manter em níveis muito elevados, a valorização exibiu uma tendência de moderação no início do ano, visível ainda na taxa de variação homóloga, que está abaixo dos patamares de 21% observados nesse período, atingindo os 18,6% em junho.
Segundo o SIR – Sistema de Informação Residencial, o preço médio de venda fixou-se em 325.342 euros por fogo, com as casas a serem vendidas, em média, em cinco meses.
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