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Gaia licencia ao dobro do ritmo do país, com 6,6 fogos por cada 1.000 habitantes

1 Abril 2026  | Fonte: Observatório Imobiliário de Gaia / Confidencial Imobiliário

Gaia licencia ao dobro do ritmo do país, com 6,6 fogos por cada 1.000 habitantes

Vila Nova de Gaia regista uma média anual de 6,6 fogos licenciados por cada 1.000 habitantes no período entre 2022 e 2025, duplicando o ritmo médio nacional, que se situa nos 3,3 fogos, e superando de forma expressiva o da região do Grande Porto, de 3,7 fogos licenciados por 1.000 habitantes.

A forte dinâmica de criação de oferta habitacional é também visível nas intenções de investimento dos promotores. Nos últimos quatro anos, o concelho registou uma média anual de 8,5 fogos por 1.000 habitantes em pedidos de licenciamento, acima dos 5,7 a nível nacional e dos 5,4 no contexto regional.

Estes dados são divulgados no âmbito do Observatório Imobiliário de Gaia, uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia em parceria com a Confidencial Imobiliário, que disponibiliza indicadores estatísticos regulares sobre o mercado habitacional do concelho, abrangendo as vertentes de compra e venda, arrendamento, promoção e dinâmica de licenciamento.

De acordo com os dados mais recentes, só em 2025, Gaia recebeu pedidos de licenciamento para 4.170 novos fogos e aprovou outros 2.910, reforçando significativamente a oferta residencial futura e consolidando o seu posicionamento no contexto regional. Em termos de pipeline de investimento, o concelho destacou-se ao captar, no ano passado, cerca de 2,5 vezes mais fogos projetados do que a média regional, que se situou nos 1.735 fogos por município. Gaia evidenciou-se igualmente em termos de capacidade de concretização de obra, licenciando praticamente o triplo da média do Grande Porto, que se situou em 1.070 fogos licenciados por município.

No território municipal, as áreas urbanas interiores de Gaia concentraram a maior fatia do investimento em 2025, com 25% dos fogos em carteira (1.050 unidades). Seguem-se a União de Freguesias de Stª Marinha e S. Pedro da Afurada, com 23% (970 fogos), e Canidelo, com 21% (850 casas). As zonas litorais representam 19% da carteira projetada (795 fogos), enquanto a União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso concentra 12% (500 fogos).

A forte procura e a valorização registada ao longo do último ano têm impulsionado esta dinâmica. Em 2025, Gaia contabilizou 7.255 transações de habitação, mais 11% do que em 2024, acompanhadas por uma subida anual de 20,1% nos preços. Embora alinhada com a tendência geral, esta valorização permanece ligeiramente abaixo dos 23,4% registados a nível nacional. Já no contexto regional, Gaia supera a valorização média do Grande Porto, que foi de 18,3%.

Apesar da pressão da procura, o concelho mantém-se como um dos concelhos mais acessíveis da região. Em 2025, o preço médio de venda da habitação em Gaia fixou-se em 2.607€/m2, cerca de 9% abaixo da média regional, que atingiu 2.872€/m2.

No mercado de arrendamento, o Observatório Imobiliário de Gaia identifica uma ligeira correção. Em 2025, as rendas contratadas registaram uma descida de 3,4% face a 2024, situando-se numa média de 13€/m2.

Crédito fotografia: © Miguel Marques | Unsplash