Vila Nova de Gaia regista uma média anual de 6,6 fogos licenciados por cada 1.000 habitantes no período entre 2022 e 2025, duplicando o ritmo médio nacional, que se situa nos 3,3 fogos, e superando de forma expressiva o da região do Grande Porto, de 3,7 fogos licenciados por 1.000 habitantes.
A forte dinâmica de criação de oferta habitacional é também visível nas intenções de investimento dos promotores. Nos últimos quatro anos, o concelho registou uma média anual de 8,5 fogos por 1.000 habitantes em pedidos de licenciamento, acima dos 5,7 a nível nacional e dos 5,4 no contexto regional.
Estes dados são divulgados no âmbito do Observatório Imobiliário de Gaia, uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia em parceria com a Confidencial Imobiliário, que disponibiliza indicadores estatísticos regulares sobre o mercado habitacional do concelho, abrangendo as vertentes de compra e venda, arrendamento, promoção e dinâmica de licenciamento.
De acordo com os dados mais recentes, só em 2025, Gaia recebeu pedidos de licenciamento para 4.170 novos fogos e aprovou outros 2.910, reforçando significativamente a oferta residencial futura e consolidando o seu posicionamento no contexto regional. Em termos de pipeline de investimento, o concelho destacou-se ao captar, no ano passado, cerca de 2,5 vezes mais fogos projetados do que a média regional, que se situou nos 1.735 fogos por município. Gaia evidenciou-se igualmente em termos de capacidade de concretização de obra, licenciando praticamente o triplo da média do Grande Porto, que se situou em 1.070 fogos licenciados por município.
No território municipal, as áreas urbanas interiores de Gaia concentraram a maior fatia do investimento em 2025, com 25% dos fogos em carteira (1.050 unidades). Seguem-se a União de Freguesias de Stª Marinha e S. Pedro da Afurada, com 23% (970 fogos), e Canidelo, com 21% (850 casas). As zonas litorais representam 19% da carteira projetada (795 fogos), enquanto a União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso concentra 12% (500 fogos).
A forte procura e a valorização registada ao longo do último ano têm impulsionado esta dinâmica. Em 2025, Gaia contabilizou 7.255 transações de habitação, mais 11% do que em 2024, acompanhadas por uma subida anual de 20,1% nos preços. Embora alinhada com a tendência geral, esta valorização permanece ligeiramente abaixo dos 23,4% registados a nível nacional. Já no contexto regional, Gaia supera a valorização média do Grande Porto, que foi de 18,3%.
Apesar da pressão da procura, o concelho mantém-se como um dos concelhos mais acessíveis da região. Em 2025, o preço médio de venda da habitação em Gaia fixou-se em 2.607€/m2, cerca de 9% abaixo da média regional, que atingiu 2.872€/m2.
No mercado de arrendamento, o Observatório Imobiliário de Gaia identifica uma ligeira correção. Em 2025, as rendas contratadas registaram uma descida de 3,4% face a 2024, situando-se numa média de 13€/m2.
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