Inaugurada a 5 de março, esta obra incluiu a instalação de escadas rolantes e elevadores que ligam a marginal do rio ao largo do Castelo. A intervenção abrangeu, também, a reabilitação do espaço público, a requalificação e transformação de um edifício de habitação unifamiliar em duas frações para colocar no programa de arrendamento acessível e a reabilitação do edifício do lavadouro e dos balneários comunitários.
«Esta é uma daquelas obras que fazem sentido. Há obras que são imponentes, importantes, e há obras que, para além de serem importantes, fazem muito sentido para o dia-a-dia das pessoas» afirmou, na inauguração, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.
«Quando se fala da ligação da cota baixa à cota alta e vice-versa, não estamos apenas a falar da Serra do Pilar. Estamos a falar em todos os espaços, e este é um deles, em que faz muito sentido que as pessoas que moram à cota baixa em cinco minutos tenham acesso à linha do metro. Porque esta intervenção permitirá chegar à estação de metro da linha Rubi em cinco minutos e diminuir as distâncias que, de outra forma, seriam mais penosas», destacou ainda.
A zona do Castelo é uma zona classificada como imóvel de interesse público e encontra-se dentro dos limites da área Centro Histórico e também dentro dos limites da Zona Especial de Proteção (ZEP) do "Centro Histórico do Porto, Ponte Luís I e Mosteiro da Serra do Pilar" – classificada como Património Mundial da UNESCO. O seu valor reside, acima de tudo, no facto de ser o local onde surgiram os primeiros vestígios de ocupação humana concentrada em Vila Nova de Gaia.
A "Intervenção Integrada do Castelo de Gaia" resultou de um investimento total de 3,5 milhões de euros, cofinanciado por fundos comunitários no âmbito do PEDU, Norte 2020 e Feder, tendo beneficiado de uma taxa de comparticipação de 85%.